NÃO HÁ PROGRAMAS PARA A TERCEIRA IDADE


A expectativa de vida continua aumentando na maioria dos países do planeta.

No Brasil, atualmente é ao redor dos 74 anos, prevendo-se para a metade deste século um número de pessoas com mais de 60 anos que corresponda a 1/3 da população.

Isto implicará, certamente, em graves problemas sociais, sanitários e, particularmente, econômicos.

Poderá ocorrer um número menor de pessoas que trabalham, com diminuição da produção, superlotação de hospitais e difíceis situações familiares pela impossibilidade de cuidar de tantos idosos.

Os governantes, no momento, se preocupam apenas com a parte do problema econômico, que é a Previdência Social. Sabem que se persistirem os supersalários, baixa idade para a aposentadoria e que as pessoas viverão mais de 100 anos, não haverá recursos suficientes para todos.

Mesmo que 80% da população receba apenas um salário mínimo e este sustente filhos, netos e bisnetos, menor número de mais privilegiados abocanhará quase todo o patrimônio da União, Estados e Municípios.

Mas a questão econômica não seria o principal problema.

A qualidade de vida poderá tornar-se bastante deteriorada.

Pesquisas científicas baseadas em evidências sustentam que o sedentarismo é o principal fator de risco para as doenças crônico-degenerativas, incluindo o câncer.

Os idosos, por falta de orientações e ações sociais e governamentais, tornaram-se os mais sedentários. Os espaços públicos são ocupados por veículos individuais, moradores de rua e usuários de drogas. Não há programas para o lazer, para a prática de atividade física, para os passeios.

Os músculos se atrofiam e isto facilita a queda dos idosos que pode acarretar em graves sequelas.

A vida ativa é benéfica para a saúde, evita a degeneração, previne doenças como a de Alzheimer e melhora a qualidade de vida.

Nenhum de nós escapará do envelhecimento e de seus problemas.

Procuremos, então, nos organizar, pressionar os governos para que elaborem programas para a terceira idade, com práticas de atividade física e culturais, com base no conhecimento científico, para proporcionar boa qualidade de vida.

CRIANDO A PRÓPRIA ATIVIDADE

Uma alternativa, que independe de outros, é criar a sua vida ativa alicerçada no que você gosta e no que é viável.

Se você gosta de andar, se for possível, em vez de automóvel ou transporte coletivo para os compromissos, caminhe ou vá de bicicleta.

Se gosta de dançar, faça escola de dança, vá a bailes.

Se gosta de conhecimento, faça cursos, inclusive online.

Se gosta de nadar, existem clubes, balneários, piscinas em condomínios.

Se gosta de exercícios, existem academias, academias em condomínios, ou uma bicicleta ergométrica ou esteira em um canto da casa.

Se gosta de yoga, artes marciais, etc., existem muitos locais para isso.

Se gosta de caminhar ou correr, existem praças arborizadas, parques e corridas de rua.

Enquanto a sociedade e os governos não criam programas para a terceira idade, crie sua própria atividade.

O professor Fabio Fusco, diretor do IPOMATES, criou sua própria vida ativa, com artes marciais e corrida.

Roberto Losada Pratti

Presidente do IPOMATES

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