MATÉRIAS ANTERIORES DE MEDICINA, ESPORTES E SAÚDE

July 15, 2017

 

 

 

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO FÍSICO

22/06/16

O exercício físico resulta da atividade do sistema musculoesquelético, sistema este possuidor da maior potencialidade para o gasto energético do organismo. Toda esta energia provém da contração das miofibrilas dos músculos esqueléticos, acionados pela energia liberada pela transformação das estruturas químicas dos alimentos. 

Dentre os alimentos ingeridos - hidratos de carbono, proteínas e gorduras - a glicose, uma hexose, é, talvez, a biomolécula mais versátil dos seres vivos.

No reino vegetal, a glicose é sintetizada nas folhas verdes pela ação da luz solar sobre a clorofila conjugando a água e o gás carbônico do ar atmosférico (fotossíntese).

No reino animal, a glicose, através do Ciclo de Krebs, realiza uma combinação final com o oxigênio do ar produzindo energia e liberando água e gás carbônico (respiração). Não é apenas a glicose que pode produzir energia, outros hidratos de carbono também a produzem com maior complexidade através de outros ciclos. Seu metabolismo, porém, seria a forma mais simples para produzir energia. As dificuldades do seu procedimento normal, como ocorre no diabetes, teriam repercussões negativas sobre as funções do corpo.

Caso o dispêndio energético do organismo seja excessivo e o aporte de oxigênio não seja suficiente para metabolizar toda a glicose, a energia seria extraída de seus metabólitos - metabolismo anaeróbico - provocando acúmulo de ácido lático no organismo, responsável pelas dores que sentimos após exercícios exaustivos.

O exercício aeróbico seria, portanto, a prática de atividade física regular não excessiva com aproveitamento integral do oxigênio pela glicose, sem produção de radicais ácidos e sem transtornos para o organismo.

Durante o exercício físico há produção de grande quantidade de energia e a forma compensatória do organismo para manter a homeostase (constância do meio interno) seria a produção de suor (para evitar aumento da temperatura), diminuição da diurese (para manter a volemia), aumento dos batimentos cardíacos e de incursões respiratórias para permitir um ajuste adequado de oxigênio aos tecidos. Ocorreria concomitantemente uma ativação de todos os demais sistemas do organismo para contribuir com a homeostase e essa ativação é que seria a responsável para adquirir um condicionamento físico adequado. Seria exercitado, assim, o princípio biológico de que, para manter os órgãos sadios, estes devem permanecer sempre ativos.

 

POR QUE O MINISTRO AFIRMOU QUE A GUERRA CONTRA A EPIDEMIA DE MICROCEFALIA ESTARIA PERDIDA?

02/02/2016

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Crianças com microcefalia nasceriam em virtude de adquirir a infecção pelo vírus zika em seu período embrionário, isto é, durante a formação de seus órgãos.

O vetor do vírus – o mosquito Aedes aegypti – que a transmitira à mãe é o mesmo que produz a dengue e a febre chikungunya, doenças também epidêmicas em todo o país.

Convém lembrar que o Aedes foi importado da África em fins do século retrasado e nesse período já arrasou todas as Américas com a epidemia da febre amarela.

No Brasil esta só foi aniquilada por Osvaldo Cruz no governo de Rodrigues Alves, em 1912.

Naquela época, embora as condições sanitárias das cidades não fossem boas, não eram tão catastróficas como as atuais.

O Aedes era um agente importado que, embora não tivesse aqui muitos predadores naturais, ainda convivia com muita vegetação que albergava aves, répteis e anfíbios que poderiam controlá-lo.

Atualmente, as cidades estão sem vegetação, com rios transformados em esgotos com inúmeras fossas que abrigam suas larvas.

Destruir as larvas apenas em domicílios é uma tarefa muito pequena.

O que o ministro talvez tenha querido insinuar é que a batalha estaria perdida por causa do baixo sanitarismo.

A má condição sanitária da maioria das cidades do país é tão grande que a Campanha da Fraternidade adotou o tema este ano.

A campanha para estimular toda a sociedade a combater as larvas do Aedes é correta, mas seria muito mais correta se fosse acompanhada em investimento no sanitarismo básico, canalizando esgotos, tratando a água, melhorando a limpeza, arborizando as cidades e reduzindo os desmatamentos.

 

O AEDES AEGYPTI E AS EPIDEMIAS NAS AMÉRICAS

17/12/2015

O Aedes aegypti é um mosquito importado da África no século IXX transportado, provavelmente, por navios negreiros e se espalhou rapidamente por todo o Continente Americano.

Como acontece com toda espécie exótica animal ou vegetal, a adaptação e o alastramento para novo meio ambiente é rápida e arrasadora, e em pouco tempo espalhou a febre amarela para as Antilhas e toda Costa Leste das Américas.

No início do século XX pouco se conhecia sobre a natureza da febre amarela e sua transmissibilidade.

Por uma questão militar, Cuba era ocupada pelo exército dos Estados Unidos e muitos de seus soldados padeciam de febre amarela. Uma comissão militar, chefiada pelo Major Walter Reed, foi a Cuba para estudá-la. Lá um médico, o Dr. Carlos Finlay, já divulgava o conceito de que a febre amarela era transmitida pela picada do Aedes, mas, por ser ele nativo e alcoólatra, Walter Reed lhe deu pouca importância.

Preferiu, entretanto, recorrer à ciência, que, embora obedecesse uma metodologia perversa, não deixava de esboçar resultados.

Colocava uma série de pacientes em gaiolas para serem picados por mosquitos e outros os vestiam com roupas de infectados.

Outro grupo, embora em gaiolas, estas eram fechadas e não tinham acesso ao provável agente.

Os resultados foram surpreendentes: apenas as pessoas picadas por mosquitos adquiriam a febre amarela.

Nos dias atuais, a boa ética condenaria veementemente este experimento.

Ficou provado que a febre amarela era transmitida pelo Aedes, e, embora o agente não tivesse sido isolado, conheciam maneiras de preveni-la através do ataque ao mosquito.

Poucos, porém, acreditavam nesta teoria e a febre amarela continuava fazendo estrago pelas Américas.

A cidade do Rio de Janeiro, no governo de Rodrigues Alves, estava arrasada pela epidemia.

O presidente não hesitou em chamar Osvaldo Cruz, um brilhante sanitarista para seu saneamento.

Este médico de São Luiz do Paraitinga rapidamente, mesmo com revolta da população, resolveu espalhar inseticida pela cidade. Em pouco tempo a epidemia e o vírus foram controlados.

O Aedes, porém, como espécie exótica, bem adaptada, continua atuando, passando a albergar em sua saliva, além do vírus da febre amarela, outros vírus, como a dengue. Esta epidemia rapidamente se espalhou por todo território nacional.

E mais, abriga outros vírus que causam afecções mais benignas, como o da febre chikungunya e zika, também da África.

O zika, em particular, causa doença mais branda e afeta gestantes durante a fase inicial da embriogênese, podendo originar má formação, particularmente a microcefalia.

Comprovado este fato, houve um alerta das autoridades da saúde que chegaram a pregar soluções, desde as mulheres não engravidarem até o uso exagerado de repelentes.

Agentes de saúde e o próprio exército orientam a procurar extinguir o Aedes.

Há o perigo de que a incidência de microcefalia venha a ocorrer em caráter epidêmico sem muitas armas para a prevenção.

Acreditamos que chegou a hora de pensar e agir como fez Osvaldo Cruz no começo do século, mas não mais com inseticidas, e com maior cuidado e respeito com o meio ambiente: fazer com que o ciclo do Aedes não sobreviva.

Todos os rios transformados em esgotos abrigam as larvas, bem como a água represada. Em São Paulo, o Rio Tietê e o Rio Pinheiros com seus afluentes são grandes esgotos.

A maneira ecológica, racional e saudável de tratar as águas e toda a natureza é, inquestionavelmente, a melhor maneira de acabar com o Aedes aegypti e suas epidemias.

 

A CRISE HÍDRICA DE SÃO PAULO E A DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE

27/07/2015

Em meados do ano passado a cidade de São Paulo foi surpreendida por uma grave crise hídrica que vem se arrastando até os dias atuais. As perspectivas de longo prazo são de piora da escassez d’água visto estar iniciando o período de estiagem.

Os níveis dos reservatórios da cidade, particularmente o da Cantareira, caíram vertiginosamente e a SABESP foi obrigada a bombear água do nível morto, procurando ainda cursos d’água provenientes de áreas menos devastadas para integrá-los aos demais reservatórios.

A população da cidade entendeu a gravidade do problema e reduziu o consumo, mas em locais mais altos da periferia a água ainda não consegue chegar.

Inúmeros técnicos e entidades ambientais opinaram sobre este grave problema propondo várias soluções e todos eles são convictos que, além da procura de mais rios para engrossar os reservatórios e da redução do consumo, seria fundamental um ataque direto à causa: o abaixamento do lençol freático resultante do desmatamento.

Há uma estreita relação entre o meio ambiente e a biomassa que o integra, é o fluxo das águas.

Quando a água da chuva cai sobre a terra, segue o caminho orientado pelas raízes das árvores, até a profundidade onde se encontra em maior quantidade. Nestes locais, dependendo do relevo, formam-se as nascentes dos rios e a água segue pela força da gravidade até níveis mais baixos, formando cursos d’água.

A biomassa é, portanto, fundamental para manter este ciclo. Além de atrair as chuvas, conserva a água no subsolo, mantendo as nascentes de rios e um ambiente atmosférico úmido e favorável a novas precipitações.

 

O desmatamento descontrolado e perverso que ocorre desde o descobrimento chegou a seu ponto crítico. O grande aquífero da Serra da Mantiqueira que abastece todo o Sistema Cantareira não só não consegue mais suprir a cidade de são Paulo, como outros locais. O Rio São Francisco, símbolo da integração nacional, que lá também tem suas nascentes, está secando.

A crise hídrica não é, portanto, apenas de São Paulo, mas de todo o Brasil. Se não pararmos de desmatar poderemos entrar em um caos hídrico não para o abastecimento humano, mas também num caos energético e econômico, pois é a força da água que produz 70% da nossa energia.

Um investimento maciço na preservação do meio ambiente e no reflorestamento torna-se urgente e extremamente necessário e sua rápida execução deve ser pressionada por toda a sociedade.

As contrapressões para uma acomodação vêm, apenas, de setores despreparados, de ruralistas desconhecedores dos problemas da agricultura e de empreiteiras de grandes obras que preferem soluções caras a métodos naturais simples e baratos. Não vamos aguardar os extremos que podem nos levar a uma situação irreversível na quarta maior megalópole do planeta.

Vamos todos contribuir para um consumo consciente de água, um reflorestamento das matas ciliares, para a abolição completa do desmatamento, preservação de nascentes e a utilização racional do solo contra as depredações das grandes áreas para o bel prazer, sem nenhuma consideração com o semelhante e com o meio ambiente.

 

DIGITAÇÃO: DORES DE PESCOÇO E OMBRO EM PESSOAS INATIVAS

20/06/2015

 

A cervicobraquialgia é uma síndrome dolorosa que causa mal-estar, cefaleia e dores de pescoço que atingem os ombros e antebraços. Afeta particularmente pessoas que ficam muito tempo sentadas digitando.

Recente pesquisa realizada na Dinamarca em trabalhadores de ambos os sexos mostrou que a prática da atividade física regular melhora significativamente os sintomas, sendo que 50% ficaram curados.

Tanto a cervicobraquialgia como a lombociatalgia estão entre as doenças mais observadas entre trabalhadores que realizam um trabalho sedentário.

Estimular esses indivíduos para a prática de atividade física com a finalidade de cura é prática conhecida há décadas.

Este trabalho de primeira linha com comprovação estatística realizado na Dinamarca vem corroborar este conceito.

Todas as empresas que utilizam digitadores deveriam estimular a prática da atividade física, o que certamente contribuiria para a diminuição do absenteísmo e melhora da qualidade de vida de seus funcionários.

 

ASMA: ATIVIDADE FÍSICA MODERADA MELHORA A CRISE DOS ASMÁTICOS

20/05/2015

 

A asma brônquica se caracteriza por uma broncoconstrição, isto é, uma redução de seu calibre motivada por um processo inflamatória de sua mucosa. Este pode ser induzido por problemas alérgicos, irritantes físicos e químicos, fatores psicológicos e emocionais, e até mesmo por esforço físico. Por esta razão, até pouco tempo recomendava-se aos asmáticos que evitassem a prática de atividade física.

Recente pesquisa em portadores de asma brônquica, realizada pelo Dr. Celso Carvalho, da Universidade de São Paulo, concluiu que a atividade física moderada, isto é, a aeróbica (quando a respiração consegue aproveitar todo o oxigênio, reduz as crises de broncoespasmo em 50 % dos asmáticos.

Há décadas já se tinha conhecimento que exercícios físicos e esportes melhoravam muito o estado clínico dos asmáticos. Recomendava-se até a prática de natação e de corridas para a cura da doença. Atualmente, o método científico vem corroborar estes fatos.

Acreditamos, portanto, que a atividade física moderada melhora plenamente não só a asma, mas a maioria das doenças crônicas não transmissíveis que atualmente constituem uma verdadeira epidemia.

 

PLANOS DE SAÚDE: desconto para quem trata a obesidade

14/04/2015

 

Nos dias atuais, a obesidade é considerada uma doença crônica multifatorial induzida por causas metabólicas, socioeconômicas, psicológicas e comportamentais.

O sobrepeso tem sido uma característica das sociedades de países desenvolvidos, onde o progresso tem influído inversamente na qualidade da alimentação e de estilos de vida considerados saudáveis.

Maior oferta de alimentos industrializados alardeados pela propaganda, com alto valor nutricional e sem fibras vegetais, são constantemente ingeridos fora do ambiente domiciliar.

Todos estes fatores associados à mecanização da vida moderna que reduz o gasto energético têm levado a um aumento progressivo de doenças crônico-degenerativas, como diabetes, a síndrome metabólica, a hipertensão arterial, as cardiopatias e o câncer, para as quais a obesidade tem grande contribuição.

Para reduzir os custos de internação, exames e consultas com essas doenças, as empresas de planos de saúde vêm incentivando seus usuários a tratar a obesidade dando-lhes descontos nas mensalidades.

Tratando-se de problema de saúde pública, a obesidade e sobrepeso, que já atingiram mais de 50% da população do país, não deveriam estar apenas na mira da medicina, mas na ponta das políticas públicas de saúde.

A Organização Mundial de Saúde estimula o combate à obesidade através de uma alimentação saudável e prática de atividades físicas.

Todos nós temos o dever de recomendar esta prática aos que sofrem de sobrepeso, podendo assim evitar o progresso das doenças crônicas que lhe causarão transtornos e péssima qualidade de vida.

 

ASPECTOS HISTÓRICOS DO EXERCÍCIO FÍSICO

22/03/2015

Há relatos de que desportos, jogos e saúde já preocupavam civilizações passadas como as da Grécia e Ásia Menor. Desde a Antiguidade sempre houve plena intuição de que, para bem formar os exércitos, os soldados deveriam praticar exercícios físicos para se tornarem fortes e bons combatentes.

          Heródices, no século V - A.C., sendo médico e atleta, defendia enfaticamente uma dieta apropriada e o exercício físico como as melhores práticas para uma boa  saúde.

          Hipócrates - Pai da Medicina, também enfatizava que, para bom funcionamento de todos os órgãos, haveria necessidade de prática de atividade física.

          Galeno, médico de Pérgamo, cujos tratados “Esinatate Tuenda” (higiene) influenciaram toda a Medicina até o fim da Idade Média, descreveu em seus livros que “o exercício ou ginástica” (designação esta proveniente de ginásio onde, na Grécia Antiga, essa prática era realizada por pessoas nuas), fazia muito bem à saúde.

          Na Renascença o médico de Veneza  Jeronimus Merculiaris (1530 - 1606), publicou: “A arte de Ginástica entre os Antigos”, que afetou intensamente outras obras sobre os benefícios do exercício na saúde.

 

PUBLICAÇÕES SOBRE PREVENÇÃO DO CÂNCER

22/01/2015

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 30% das mortes por câncer são causadas por fatores de risco como obesidade, alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo e uso abusivo do álcool.

Esses fatores de risco seriam, portanto, semelhantes aos das doenças crônico-degenerativas do adulto, intimamente ligados a hábitos e estilo de vida inadequados, associados ao desrespeito ambiental.

O combate a estes fatores de risco constitui uma estratégia fundamental para a prevenção do câncer, devendo incluir ações informativas e de enfrentamento, abrindo assim caminho para mudança de comportamento e hábitos de vida mais saudáveis.

Nestas últimas semanas duas publicações envolvendo estudos sobre prevenção destas doenças foram lançadas e seria interessante todos nós fazermos uma grande reflexão sobre seus conteúdos.

Uma delas, Prevenção do Câncer, do cancerologista Roberto Gomes, aborda a questão da prevenção do câncer embasada na metodologia científica e da atualização de conhecimentos sobre todas as suas formas.

A outra, O Doente Imaginado, do cardiologista Marco Bobbio, filho do filósofo Norberto Bobbio, conclui que os tratamentos preventivos são falíveis, receitando um estilo de vida equilibrado, que não prive as pessoas dos prazeres à mesa. “Meu pai dizia que o homem de cultura é aquele que valoriza a dúvida”, afirma Marco Bobbio.

Estilo de vida equilibrado deve sempre ser prescrito e a dúvida sempre deve fazer parte de todo o raciocínio humano.

Entretanto, deixar de alertar veementemente os pacientes sobre certos riscos incontestáveis para as doenças como associação tabagismo-sedentarismo constituiria um fato estranho até para os leigos, pois, na atualidade, o conhecimento científico, o bom senso e até a própria intuição respaldam todas as ações preventivas para as doenças, como são pregadas pela Organização Mundial de Saúde.

 

APOIO AOS VETERANOS

26/12/2014

A Associação Atlética Veteranos de São Paulo - AAVSP - foi fundada em 19 de dezembro de 1943 em plena Segunda Guerra Mundial por um grupo de atletas que, com todas as dificuldades, resolveu enfrentar os desafios em uma época em que o conhecimento científico ainda não tinha noção dos benefícios físicos e mentais proporcionados pela prática da atividade física.

Esse grupo era composto por esportistas amadores que nunca receberam incentivo ou auxílio algum. Na maioria eram trabalhadores que resolveram prosseguir em suas práticas esportivas, numa sublime demonstração de que o estilo de vida ativo é essencial para o ser humano, tanto para seu próprio bem como para o bem comum.

Atualmente o avanço da medicina reconhece plenamente que a prática regular de atividade física é de fundamental importância para inúmeras doenças físicas, mentais e até neoplásicas.

Entretanto, a Associação de Veteranos, apesar de reconhecida como entidade de utilidade pública, não tem recebido o devido apoio que mereceria.

Seus atletas não têm incentivo oficial, possuem poucos recursos para participar de grandes competições, lutando com toda a dificuldade para promover eventos que beneficiam toda a população.

As entidades públicas preferem mais patrocinar atividades esportivas que chamam mais a atenção da mídia e de empresas que visam apenas o lucro.

Esperamos que a população se sensibilize e passe a apoiar  quem realmente luta pelo esporte e atividade física na terceira idade pois sua prática é fundamental para manter uma boa saúde e qualidade de vida.


 

IDOSO ATIVO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE PREVENÇÃO

22/12/14

 Recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre hábitos de brasileiros que podem ser causadores de fatores de risco para doenças crônico degenerativas mostra que houve algum avanço em relação ao tabagismo – diminuição de 18% para 15 % –, mas o sedentarismo continua em ascensão – praticamente 50% da população.

Outros fatores como abuso do álcool (24%), sobrepeso (51%) e obesidade (20%) continuam bastante preocupantes.

O sedentarismo e o tabagismo, principais fatores de risco para doenças crônicas (e também para o câncer), poderiam sofrer forte diminuição tanto com a ajuda da mídia – que deveria enaltecer hábitos saudáveis – como de certas empresas produtoras de bens de consumo – que deveriam observara melhor a questão ética sobre a saúde das pessoas.

Não contribui para o bem-estar da população enfatizar o consumismo em busca do lucro deixando de lado hábitos saudáveis.

Caminhar, ter uma alimentação saudável e manter um peso adequado é bem melhor do que abusar do automóvel, exagerar nas calorias alimentares e nas bebidas, pois levam à obesidade.

A longevidade da população vem aumentando ano a ano no Brasil. Mas se persistirem esses dados do IBGE, as pessoas poderão ter um aumento da expectativa de vida, mas não de sua qualidade.

Serão invariavelmente portadoras das mais variadas doenças crônico degenerativas, que poderiam ser prevenidas pelo simples método de evitar seus fatores de risco.

 

 

4 BILHÕES COM SOBREPESO NO MUNDO E 700 MILHÕES COM OBESIDADE

25/10/14

Recente divulgação de dados da Organização Mundial de Saúde revela que a humanidade é composta por 7,5 bilhões de pessoas, sendo que mais da metade, 4 bilhões, apresenta sobrepeso, e 700 milhões, obesidade.

O IMC, índice de massa corporal, é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado, ou seja, IMC = peso/altura2. Sobrepeso é o resultado entre 25 e 30. Obesidade é o resultado maior do que 30.

No Brasil, a população de 202 milhões é composta por 52% de pessoas com sobrepeso, semelhante ao índice mundial.

A obesidade é considerada doença e pode vir acompanhada de hipertensão, diabetes, cardiopatias, e é considerada fator de risco para doenças neoplásicas.

É inquestionável o conceito de que para diminuir a obesidade há necessidade fundamentalmente de duas coisas: prática de atividade física e diminuição de ingestão calórica.

O tratamento agressivo da obesidade por meio de cirurgias e utilização de drogas para obter efeito imediato apresenta riscos e pode não surtir efeito a longo prazo, pois não combate a causa.

Parece haver passividade da política governamental na prevenção e controle da obesidade, permitindo que interesses econômicos agravem a saúde da população.

Assim, diante disso, todos nós temos o dever de divulgar os avanços do conhecimento científico que recomenda hábitos saudáveis e a prática da atividade física para combater a epidemia de obesidade.

 

MEGA-TRIALS CONFIRMAM BENEFÍCIOS, MAS NÃO DISPENSAM CUIDADOS PARA PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA

09/09/14

Recentemente, várias universidades de todo o mundo têm realizado estudos para avaliar a prática de atividade física como forma de terapia para várias disfunções orgânicas. Surgiram inúmeras publicações científicas e todos os artigos concluíram por resultados positivos dessa prática na melhora de várias doenças.

Palestras de cardiologistas chegaram a afirmar que a atividade física moderada seria benéfica até para a própria insuficiência cardíaca.

Atualmente a medicina de maior valor é a medicina baseada em evidências. É bastante cética a avaliação somente através de metanálises. Todas as publicações científicas dão grande valor às pesquisas que envolvem grande número de indivíduos (“mega-trials” – pesquisas de primeira linha) cujas análises estatísticas são irrefutáveis.

Todos nós acreditamos plenamente que a atividade física seja benéfica para a saúde e este conceito vem intuitivamente desde a antiguidade.

Entretanto, para muitas situações como para insuficiências graves de órgãos, para que seja exercida deve ser moderada e bem acompanhada.

 

SIMPLES MUDANÇAS REDUZEM RISCOS DE NEOPLASIAS

31/08/14

Recente artigo da renomada revista inglesa The Lancet revelou pesquisa realizada no Reino Unido com participação de quase 5% da sua população, concluindo que existe estreita relação entre sobrepeso, obesidade e câncer.

O trabalho é de excelente qualidade pois, além de envolver uma metodologia rigorosa, constitui uma pesquisa de primeira linha pelo grande número de indivíduos envolvidos, tornando seus resultados inquestionáveis.

A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, depois do tabaco.

Os principais tumores envolvidos seriam os de mama, intestino, próstata e leucemia.

Vale lembrar que trabalhos semelhantes de menor envergadura apontam também o sedentarismo – particularmente o sedentarismo absoluto – como fator de risco para o câncer e para doenças degenerativas.

Portanto, a associação obesidade/sedentarismo está se tornando a grande vilã de nossos dias, levando a doenças neoplásicas e degenerativas e a uma péssima qualidade de vida.

Não sugerimos mudanças radicais no estilo de vida. Pesquisas recentes apontam que simples mudanças qualitativas da alimentação, caminhadas diárias e práticas moderadas de exercícios físicos melhorariam significativamente a qualidade de vida e reduziriam muito os riscos de câncer.

 

ATIVIDADE FÍSICA É PREGADA DESDE A ANTIGUIDADE

17/08/14

 

Platão, filósofo grego (427 a.C. – 347 a.C.) pregava em suas lições: “A falta de atividade destrói a boa condição de qualquer ser humano, enquanto que o movimento e o exercício físico metódico o salva e o preserva”.

Maimonides declarou: “Viva sensatamente – entre mil pessoas apenas uma morre de causas naturais, o resto sucumbe a modos irracionais de viver”.

Os pensadores antigos, portanto, já sabiam que a vida sedentária, a alimentação copiosa e o abuso de bebidas alcoólicas eram prejudiciais à saúde. No século XXI a ciência comprovou estas verdades.

A vida sedentária, a falta de movimentação de músculos, a obesidade e o sobrepeso, a alimentação inadequada repleta de gorduras e proteínas animais e sem fibras, o estresse, o abuso do álcool e tabaco e a poluição ambiental são todos fatores de risco, particularmente da vida urbana moderna, que estão conduzindo para uma epidemia de doenças crônicas não transmissíveis e uma péssima qualidade de vida.

As facilidades obtidas com a modernidade, como a mecanização, nos proporciona menor trabalho muscular com prejuízo para a saúde.

Sempre se soube que o movimento, e não o repouso, é o maior inimigo das doenças.

Isto motiva para frequentar academias, correr, pedalar nos fins de semana e praticar várias modalidades esportivas.

Entretanto, nos deparamos com a falta de incentivo, de empenho das autoridades e de espaços públicos para práticas saudáveis.

Faltam, portanto, políticas públicas de incentivo à medicina preventiva, ao esporte amador e campanhas esclarecedoras sobre as inconveniências da inatividade e das facilidades da vida moderna, como o automóvel.

Se não houver mudanças evoluiremos para uma epidemia de obesidade, de doenças crônicas e neoplásicas, doenças essas que podem ser prevenidas pelo simples bom senso e sem custo algum.

 

SANTA CASA E O CAOS NO SISTEMA DE SAÚDE

25/07/14

O recente fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa de São Paulo foi o demonstrativo da evidência de que o atendimento médico nas instituições filantrópicas se encontra abarrotado e sem recursos.

As Santas Casas foram as primeiras instituições portuguesas de assistência humanitária nas colônias.

A primeira no Brasil foi a Santa Casa de Santos e logo se espalharam por todo o país e por 500 anos foram os mais atuantes e eficientes hospitais mantidos por sociedades beneficentes privadas.

No século XXI, o aumento da expectativa de vida, da violência e das epidemias modernas de doenças crônicas não transmissíveis superlotou o atendimento dessas entidades, que passaram por graves crises econômicas.

O atendimento dos convênios médicos, que têm por fim apenas o lucro, se tornou extremamente caro e com baixa resolutividade.

O atendimento global do cidadão – preventivo e curativo – deixa a desejar.

A Organização Mundial de Saúde preconiza que todo o atendimento deve ser integralizado e programas de prevenção das doenças devem ser estimulados, tanto pelos governos como por entidades.

O conhecimento científico moderno orienta para práticas simples e sem custos, como prática de atividade física, controle do peso, abandono do tabaco e alimentação saudável, que são fundamentais para a prevenção de doenças degenerativas e mesmo neoplásicas.

Com aumento da longevidade, se tais práticas não forem realmente efetivadas, poderá ocorrer um colapso em todo o sistema de saúde.

O que ocorreu na Santa Casa foi apenas um alerta.

As práticas para uma vida saudável beneficiam não somente a pessoa, mas o sistema de saúde de uma nação.

 

EMAGRECER DE FORMA FISIOLÓGICA SEM INIBIDORES ANFETAMÍNICOS

18/07/14

Em breve a venda de inibidores do apetite como a sibutramina pode ser liberada no país. Depois de passar pela Câmara dos Deputados, a Comissão de Justiça e Cidadania do Senado também aprovou o projeto que libera o uso de anfetaminas para provocar o emagrecimento.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu sua venda desde 2011 alegando grande prejuízo à saúde, como desenvolvimento de hipertensão, surtos psicóticos, agudização de cardiopatias, acidente vascular cerebral e até morte súbita.

As anfetaminas provocam no organismo um mal-estar geral, um quadro de constante alerta, taquicardia e grande consumo energético.

Em síntese, um estado constante de catabolismo a fim de queimar as gorduras sem necessidade de trabalho muscular.

Provocam, portanto, em todo o organismo um estado antifisiológico envolvendo riscos para todos os órgãos com graves alterações da homeostase.

Seus riscos são enormes e até a imprensa tem registrado vários casos fatais por seu uso indiscriminado.

Os congressistas alegam, para a liberação dos anfetamínicos, que a obesidade já ultrapassou os 50% da população, constituindo verdadeira epidemia e atinge mais a população de baixa renda que não tem condições de seguir um tratamento médico adequado.

Nós somos francamente a favor da ANVISA.

A obesidade é doença multifatorial e envolve vários aspectos em seu tratamento.

Sem dúvida, o aumento do gasto energético é fundamental, mas não de forma antifisiológica com a utilização de anfetaminas.

Uma dieta com alimento de baixo potencial energético como cereais, frutas, verduras e a prática de exercícios físicos é fundamental para o sucesso.

Nem há necessidade de frequentar academias. Prática de trabalhos domésticos diários, pouca utilização do automóvel e elevadores e, quando possível praticar longas caminhadas e exercícios abdominais, dentro dos limites, contribuem para um sucesso rápido.

Acreditamos que todos saberão apreciar estas ponderações evitando, desta maneira, risco para a saúde, sem necessidade de utilizar medicamentos condenados pela maioria das agências de vigilância nacionais e internacionais.

 

 

 

CAUSADORES DO CÂNCER E PRECAUÇÃO

16/07/14

 

Nestas últimas décadas o avanço científico praticamente detectou a maioria dos fatores de risco para o câncer: tabaco, sedentarismo, obesidade, sobrepeso, alimentação gordurosa com poucas fibras, poluição ambiental, abuso do álcool e outras drogas.

Seriam, portanto, fatores de proteção: atividade física, alimentação saudável rica em fibras e verduras, peso normal e tranquilidade longe do estresse e fortes emoções.

Além do mais, avanços na terapia como o tratamento personalizado quimioterápico e novas descobertas têm melhorado muito o prognóstico e a qualidade de vida de portadores de doenças neoplásicas.

Para melhor alertar a população sobre o câncer um grupo de médicos tem colocado um site disponibilizando sempre informações atualizadas sobre a prevenção da doença.

Sempre lembrar aos praticantes assíduos de atividade física que talvez seja ela um dos melhores fatores de prevenção do câncer.

Tabagismo e sedentarismo estão associados a quase todas as doenças neoplásicas.

Os conhecimentos científicos convergem, portanto, cada vez mais que um estilo de vida ativa e saudável com prática de atividade física e abstenção de álcool e tabaco seriam as melhores formas de evitar o câncer.

 

MAIS PROGRAMAS PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS

10/07/14

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde apontam que as doenças crônicas não transmissíveis continuam aumentando na população mundial apesar de já bem conhecidas suas causas e fatores de risco.

Por outro lado, a expectativa de vida continua subindo nos países em desenvolvimento.

Há previsão que, no Brasil, na metade deste século haja uma mudança na pirâmide etária, mas a qualidade de vida dos idosos não tem melhorado.

Apesar do avanço do conhecimento nestas últimas décadas que tem respaldado os métodos de prevenção dessas doenças: atividade física, alimentação saudável, peso adequado, abandono do tabaco e do álcool, diminuição da poluição ambiental, as vozes da ciência não ecoam.

O índice de obesidade da população já ultrapassou os 50% com aumento progressivo de 2% ao ano.

A população continua cada vez mais sedentária, abusando do automóvel e vivendo trancada em seus apartamentos.

A falta de espaços públicos, ausência de incentivo a uma prática saudável de vida, não incentivo ao esporte amador, falta de políticas públicas para exercitar jovens e idosos a praticar atividade física e propaganda exagerada sobre o consumo de alimentos não saudáveis ajudam este quadro.

Esperamos que as entidades esportivas, culturais, de corredores, de programas para a terceira idade tenham mais iniciativas e tentem a reversão deste quadro desolador que pode levar até a um colapso do sistema de saúde.

 

OS GASTOS DA COPA E O INCENTIVO AO ESPORTE AMADOR

08/07/14

 O futebol foi trazido ao Brasil pelos ingleses no final do século retrasado e rapidamente se difundiu entre a população tornando-se a principal atividade esportiva nacional.

Podemos dizer que o mesmo ocorreu em outros países da América Latina e Europa, mas aqui, em particular, sua aceitação foi excepcionalmente maior, tornando o Brasil o grande campeão mundial com louváveis méritos.

Como acontece nas grandes práticas esportivas, ocorre o profissionalismo, que está estreitamente ligado à atividade comercial, ao patrocínio das empresas multinacionais e mesmo à propaganda política.

Os grandes gastos com esta copa no Brasil foram um exemplo disso que marcaram uma bela festa, mas pecaram pelo exagero.

Se pequena quantidade das verbas fosse destinada ao esporte amador, ao incentivo da prática da educação física em todas as idades e infraestrutura necessária para esta prática, temos certeza que em poucos anos haveria atletas mais bem preparados e uma população muito mais saudável.

Hoje em dia há respaldo da ciência para incentivar a prática de atividade física regular por todas as pessoas de todas as idades para promoção da saúde.

Isto, porém, não ocorre não só por uma questão cultural, mas principalmente por falta de estímulo e infraestrutura montada para sua prática. A falta de espaços públicos adequados, de áreas verdes e de quadras de esporte desestimula as pessoas e faz com que fiquem trancadas em seus apartamentos e só utilizem o automóvel no trânsito congestionado das grandes cidades.

Isso estimula o sedentarismo e com ele vem a obesidade e todas as doenças crônicas não transmissíveis, atualmente a principal causa de morte no mundo ocidental.

Esperamos que haja bom senso e o esporte amador e a prática regular de atividade física sejam melhor considerados pelos governos, pois assim teremos menos superlotação em ambulatórios e menos leitos ocupados em hospitais.

 

ATIVIDADE FÍSICA PARA TODOS

30/06/14

Nestas últimas décadas têm ocorrido, não só no Brasil, mas também nos principais países industrializados, fenômenos de vida e de saúde que vêm preocupando autoridades sanitárias desses países, a Organização Mundial de Saúde e inúmeras sociedades médicas, esportivas e educacionais que visam a prática do bem e bem-estar da população.

A expectativa de vida das pessoas vem aumentando exponencialmente, já tendo ultrapassado os 74 anos. Isto não significa que a qualidade de vida tenha acompanhado este fenômeno, muito pelo contrário.

As doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, cardiopatias, constituem praticamente uma epidemia e, embora seus fatores de risco sejam bem conhecidos (sedentarismo, obesidade, alimentação não saudável, tabagismo, alcoolismo, estresse) não há políticas públicas eficientes para combatê-los.

O sobrepeso e a obesidade já ultrapassaram a metade da população e, ano a ano, o número de obesos, e consequentemente de doentes, vem crescendo.

Resta ainda lembrar que a poluição e a falta de espaços públicos das grandes cidades desestimulam qualquer atividade e fazem com que as pessoas fiquem trancadas em apartamentos ou deem preferência ao automóvel, levando ao sedentarismo.

Se a sociedade civil não se mobilizar, toda a população terá pior qualidade de vida.

Diante desse quadro desolador propomos como solução que a sociedade se mobilize e que sejam incentivadas e realizadas atividades físicas para todos, preferencialmente gratuitas.

 

 

OBESIDADE NO BRASIL ESTABILIZOU EM 2013

16/06/14

Recentes estatísticas divulgadas pelo Ministério da Saúde apontaram que, no ano passado, o número de obesos no Brasil não aumentou e se estabilizou em 17,5%.

O próprio Ministério da Saúde comentou que a razão dessa estabilização decorre do aumento da prática de atividade física e do consumo de frutas e verduras.

De fato, o Ministério está correto, mas não de que este aumento da atividade física e de uma alimentação saudável tenha sido resultante de incentivo governamental.

Entidades médicas, professores de Educação Física, associações de corredores de rua, nutricionistas e a própria imprensa têm sido os principais responsáveis por mudanças do estilo de vida da população, divulgando princípios oriundos mais da ciência do que da propaganda que alerta sobre os males da obesidade e sobre as maneiras simples de combatê-la.

Todas as entidades civis que lutam por uma melhor qualidade de vida merecem os méritos na estabilização dessa doença.

É um trabalho contra a correnteza que alerta sobre os males da vida moderna que endeusa o trabalho mecânico, o automóvel, o repouso e todo e qualquer tipo de sedentarismo, além de alimentos industrializados de alto teor calórico e baixo valor nutritivo.

Todo esse trabalho que se fundamenta no método científico que considera a atividade física e a alimentação saudável como os principais marcos para manter o peso ideal e combater a obesidade deve continuar a fim de realmente estabelecer uma boa qualidade de vida.

 

OS MALES DA VIDA SEDENTÁRIA

12/05/14

O termo sedentário significa indivíduo que passa muito tempo sentado. Atualmente é interpretado como pessoa pouco ativa, que se exercita muito pouco e que mantém hábitos induzidos pelo conforto da vida moderna.

O avanço tecnológico fez com que o ser humano exercite cada vez menos seus músculos e reduza grandemente seu gasto energético diário.

Dados estatísticos da maioria dos países apontam que aproximadamente 70% têm uma vida sedentária. Isto supera até o tabagismo em níveis de maleficência à saúde, visto que o tabaco é considerado o maior causador de doenças evitáveis da história da humanidade.

É considerado pela Organização Mundial de Saúde e pela American Heart Association como um dos quatro principais fatores de risco para a aterosclerose, no mesmo patamar que a hipertensão arterial e o tabagismo.

Estudos científicos destas últimas décadas são inquestionáveis e apontam que o sedentarismo seria o principal responsável pelas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) que atualmente são as principais causadoras de morte no mundo industrializado.

Por outro lado, todas as organizações médicas mundiais apontam que a prática de atividade física previne a maioria das doenças cardiovasculares, as degenerativas, a morte súbita e até o próprio câncer.

Além do mais, teria efeitos positivos sobre a autoestima do indivíduo, o desempenho no trabalho e o desuso de álcool e tabaco.

 

ATIVIDADE FÍSICA PREVINE DCNT

27/04/14

            Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) já são responsáveis por quase 70% das mortes em todo o mundo.

            No Brasil, as DCNT seguem padrão semelhante, destacando-se as doenças cardiovasculares com 35% de óbitos, segundo informações do Sistema de Informações de Mortalidade.

            Essas doenças têm um forte impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados, causando piora na qualidade de vida e efeitos econômicos para a família e sociedade.

            Por serem de etologia múltipla, torna-se difícil definir claramente suas causas, mas é possível identificar diversos fatores de risco classificados como não modificáveis – sexo, idade, herança genética e comportamentais – sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool, alimentação não saudável e sobrepeso, entre outros.

            Nós, dentre os fatores de risco comportamentais, insistimos particularmente na questão do sedentarismo, visto que a prática regular de atividade física tem também impacto fundamental positivo sobre os fatores psicossociais condicionantes das DCNT como melhora do convívio social, redução da violência e melhor disposição para o trabalho.

            Se as políticas públicas de promoção da saúde não conseguem reduzir estes fatores de risco da população, resta o desafio para todos nós de incentivar a prática de atividade física para toda a população e desestimular o tabagismo e abuso do álcool e drogas, pois só assim ajudaremos a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

ATIVIDADE FÍSICA PARA ADOLESCENTES

12/04/14

            A educação física constitui matéria obrigatória em todas as escolas, mas nem sempre é praticada com regularidade por múltiplos motivos, entre eles, a falta de professores, infraestrutura precária, mas principalmente por pouco interesse dos alunos.

            Pesquisa de médicos americanos com 11.000 adolescentes concluiu que aqueles que mais praticaram esporte e educação física tiraram as melhores notas e não assumiram comportamento de risco, como uso de drogas.

            Aqueles que praticaram pouco ou não praticaram não tiraram notas boas e muitos causaram problemas familiares.

            Cálculo estatístico sobre todos os efeitos positivos e negativos na escola e em família eram incontestáveis para concluir que a prática regular da educação física exercia um efeito positivo educacional, psicológico e de convivência familiar sobre os alunos.

            Este estudo não constitui novidade, pois está comprovado cientificamente há décadas que a prática esportiva diminui a agressividade, melhora o desempenho escolar e no trabalho de todos os jovens.

            Portanto, insistimos em recomendar a prática de atividade física não só na adolescência, mas em todas as idades para melhora da saúde e qualidade de vida.

 

SEDENTARISMO: GRANDE FATOR DE RISCO PARA DOENÇAS

27/03/14

            Pesquisa recente desenvolvida na Austrália com mais de 8.000 indivíduos considerados totalmente sedentários, observados por um período de 10 anos, concluiu que 15% desenvolveram câncer, e a maioria desenvolveu doenças degenerativas crônicas como diabetes, hipertensão e artrose.

            Em um grupo de controle menos sedentário, que caminhava ao menos 15 minutos por dia, houve pouco aparecimento de doenças crônicas.

            O simples fato de andar diariamente livra os indivíduos de ficarem doentes.

            Há um consenso de que o sedentarismo absoluto é um grande fator de risco para a maioria das doenças.

            Reconhecemos plenamente que em nossa cidade há poucas condições para vida mais saudável.

            Ela nos obriga ao abuso do automóvel, a respirar ar poluído, a utilizar elevadores e nos afasta de caminhadas porque o espaço público privilegia apenas o transporte individual.

            Embora as práticas saudáveis como a atividade física e o esporte sejam atividades estimuladas por entidades públicas, o favorecimento a fatores opostos é inequívoco.

            Se dia a dia a ciência recomenda cada vez mais a prática de atividade física, a sociedade parece caminhar em sentido contrário.

            E aí estão os resultados: 51% da população tem sobrepeso e o número de doenças crônicas não transmissíveis vem aumentando progressivamente.

            Necessitamos, portanto, reagir: ter um pouco de boa vontade e colocarmos mais nossos músculos em ação, pois é esta prática que nos deixa mias fortes e mais saudáveis.    

 

SÍNDROMES DOS “IS” E FALTA DE EMPENHO DAS AUTORIDADES

09/03/14

O aumento progressivo da expectativa de vida, tanto no Brasil como nos principais países do mundo, estimulou estudos sobre o conhecimento do processo de envelhecimento.

Os tratados de geriatria têm enfatizado a importância da prevenção dos principais aspectos em comum das síndromes geriátricas representadas pelos “Is”: insuficiência (comprometimento da visão e da audição), incontinência, inanição (desnutrição), instabilidade (quedas), isolamento (depressão), insônia, insuficiência de fundos (pobreza) iatrogênese (medicação).

Entretanto, torna-se importante reconhecer e reparar as doenças do processo fisiológico do envelhecimento.

As disfunções de órgãos que ocorrem nessa faixa etária facilitam a instalação de debilidades causadas pelas agressões do meio ambiente: mecânicas, físicas, químicas, biológicas e sociais.

Torna-se, portanto, fundamental orientar as pessoas sobre todos os fatores de risco que poderiam desencadear doenças.

Nessas últimas décadas, o método científico endossou plenamente o conceito milenar de que o estilo de vida saudável seria a melhor maneira de desacelerar as disfunções do envelhecimento, evitando assim as doenças.

Prática de atividade física, alimentação adequada tanto quantitativa como qualitativamente (pouca gordura, muitas frutas e verduras), abandono do tabaco e do álcool, controle do peso corporal, atuação sobre o estresse, entre outras, são práticas que poderiam prevenir todas essas síndromes dos “Is”.

Numa maratona que fiz em Curitiba, conheci um grupo de atletas, todos com mais de 80 anos, que me disseram que não sabiam o que era doença, e todos eram adeptos dessas práticas saudáveis.

O que falta seria um maior empenho das autoridades da saúde na divulgação desses conceitos e na criação de programas que estimulem sua prática.

 

ATEROESCLEROSE

25/02/14

A ateroesclerose representa o evento patológico inicial das doenças cardiovasculares.

As doenças cardiovasculares constituem a primeira causa de óbito nos países industrializados, notadamente por suas complicações como infarto cerebral e infarto agudo do miocárdio.

A característica marcante da ateroesclerose é o acúmulo progressivo de lipídios e células inflamatórias nas artérias, provocando as mais variadas complicações em todo sistema cardiovascular.

Fatores de risco genéticos e ambientais influenciam fortemente o surgimento da ateroesclerose.

Os fatores modificáveis que representam a expressão do fenótipo passível de intervenção e prevenção incluem a hipertensão arterial, hiperlipidemia, tabagismo, sedentarismo, sobrepeso, diabetes melitus.

Os fatores não modificáveis representados pelo genótipo, não passíveis de prevenção, constituem o envelhecimento, histórico familiar e anormalidades genéticas do metabolismo.

Portanto, a prevenção da ateroesclerose se resume na atuação no fenótipo, isto é, nos fatores ambientais, controle do peso, atuação na hipertensão e diabetes, combate ao sedentarismo, evitar tabaco, manter uma alimentação balanceada e pobre em gorduras animais.

Fator muito importante é manter um estilo de vida ativo, com dieta balanceada, evitando sobrepeso, álcool e tabaco.

Ressaltamos que a prática da atividade física combate ao mesmo tempo o diabetes, a hipertensão, o sobrepeso, o estresse.

Reconhecemos que a vida moderna estressante e mecanizada não ajuda nesse sentido.

Orientamos, porém, superar todas as adversidades sociais e tentar manter um estilo de vida ativo e saudável, pois, além de melhorar a qualidade de vida, evitará mal-estar, doenças e risco de morte súbita.

 

EPIDEMIA DE DIABETES PODE SER CONTROLADA

10/02/14

O diabetes mellitus é um dos mais importantes problemas de saúde pública da atualidade, afetando pelo menos 3% da população mundial.

Vem aumentando progressivamente e no tocante à sua forma mais prevalente – a do tipo II – há estimativa que em 2030 venha a afetar 400 milhões de pessoas.

Esta evolução está atrelada ao aumento da obesidade e sedentarismo, os quais já atingiram proporção epidêmica.

Por este motivo, pesquisadores de todo o planeta vêm desenvolvendo trabalhos irrefutáveis que comprovam as evidências médicas e alertam a população sobre estes graves fatores de risco.

Trabalho recente da renomada Universidade de Harvard – um mega-trial – com 100 mil mulheres seguidas por 8 anos, portanto pesquisa de primeira linha, concluiu que cada kg perdido aumenta consideravelmente a chance de não desenvolver diabetes.

O trabalho enfatizou ainda que não há necessidade de frequentar academias: basta o aumento de atividades como caminhar, correr e trabalhos domésticos.

No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso e a epidemia de diabetes poderá assumir proporção incontrolável.

Assim, a prática da atividade física é essencial para controlar o diabetes e proporcionar saúde e qualidade de vida.

 

 

NOVOS ESTUDOS SOBRE OBESIDADE

16/01/14

No início deste século alguns estudos supunham que o sobrepeso e a obesidade não ofereciam riscos, contudo os exames clínicos e laboratoriais dos pacientes – pressão arterial, circunferência abdominal, colesterol, entre outros, – estavam dentro da faixa de anormalidade.

Importante pesquisa realizada no Canadá, coordenada por Caroline Kramer, publicada em dezembro de 2013, no Annals of Internal Medicine, concluiu que ninguém acima do peso pode ser considerado saudável.

O trabalho de primeira linha – um mega-trials de revisão com mais de 60 mil pacientes – obedecendo todos os melhores critérios das evidências médicas aponta que 1/4 dos obesos têm maior chance de morrer de infarto, ou derrame cerebral, quando comparados com magros.

É sabido que o excesso de peso, além de estar relacionado com essas doenças cardiovasculares que provocam a morte, tem estreita relação com o diabetes, câncer e osteoartrite.

O adipócito – célula gordurosa – em certas circunstâncias, pode ocasionar problemas.

Orientamos que não há milagres: para reduzir o peso devemos fazer com que o adipócito, ao invés de produzir substâncias tóxicas, se transforme em energia, e isso só é possível através da prática da atividade física.

  

SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS – EVIDÊNCIAS EXCLUEM SUA UTILIDADE COMO EFEITO TERAPÊUTICO

26/12/13

Recente pesquisa dos serviços de saúde dos Estados Unidos sobre suplementos vitamínicos concluíram que estes não têm efeito algum sobre a prevenção do óbito e do câncer e sobre o melhor desempenho do sistema cardiovascular.

Durante anos persistiu o conceito de que a falta de microelementos na dieta favoreceriam a instalação de doenças neoplásicas e prejudicariam o desempenho do coração.

As evidências atuais concluem que o sedentarismo e uma dieta não balanceada seriam os principais responsáveis pela instalação dessas doenças.

Hoje há unanimidade entre estudiosos de que a prática regular de exercícios físicos e uma dieta rica em frutas e verduras poderiam evitar tanto o câncer como as doenças cardiovasculares.

Deixamos aqui a orientação para que as pessoas que desejam melhorar sua qualidade de vida e queiram prevenir-se de neoplasias e cardiopatias não procurem fórmulas milagrosas e sigam a orientação baseada nas evidências médicas, que orientam para um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividade física.

 

OBESIDADE E CÂNCER DE MAMA

01/12/13

A renomada revista “Science” publicou recentemente um artigo sobre um trabalho experimental que concluía haver estreita associação entre a obesidade e o câncer de mama.

O motivo seria que metabólitos do colesterol alimentariam a formação de células neoplásicas.

Já se sabia há décadas que um dos fatores de risco para o câncer de mama seria a obesidade, com conclusões extraídas de observações estatísticas.

Este trabalho foi muito importante, não só porque se trata de uma pesquisa experimental, como também porque suas conclusões podem englobar outros tipos de câncer, como de endométrio e de colo. Além disso, os pesquisadores ressaltaram que não se trataria apenas da obesidade como causa, mas principalmente seus fatores – o sedentarismo e uma alimentação não saudável.

No momento em que a população brasileira é constituída de 50% de indivíduos com sobrepeso e 20% com obesidade, este trabalho deve merecer particular consideração.

    Portanto, a prática de atividade física regular em mulheres de qualquer idade deve ser considerada um fator preventivo importante para o câncer.

Além disso, alimentação saudável rica em fibras e pobre em gorduras associada a um estilo de vida ativo ajuda, sem dúvida, a prevenir não só o câncer, como também doenças degenerativas não transmissíveis que afetam todas as pessoas e que já podem ser consideradas epidêmicas.

 

COMPRESSÃO DE MORBIDADE

28/11/13

Todo ser vivo, incluindo os humanos, ao ser concebido possui seu maior potencial biológico, e esse potencial vai decrescendo lentamente ao longo da vida, até ocorrer uma total inviabilidade.

Este ponto é muito variável e depende essencialmente das influências do meio ambiente, ou seja, fenótipo.

O homem, portanto, ao longo do envelhecimento não deveria ficar doente, mas ter apenas uma perda progressiva de função de seus órgãos.

As doenças advêm das agressões do meio ambiente – física, química, mecânica e social.

Se não há agressão, não há patologia (do grego patos = doença, sofrimento). O que ocorre no envelhecimento quando não há agressão é apenas perda da potencialidade vital das células.

Quando há grande disfunção e as agressões se tornam inevitáveis, ocorre a morbidade (do latim morbis = doença).

A compressão da morbidade – isto é, seu retardo – só pode ser conseguida através de um estilo de vida saudável.

Fatores agressivos como tabaco, vida sedentária, alimentação copiosa e com muita gordura, situações de estresse, impactos ambientais negativos e situações psicossociais degradantes seriam os principais causadores das doenças.

A epidemia de doenças crônicas não transmissíveis do mundo moderno levou a Comunidade Científica a pesquisar bem estes fatores de risco.

A conclusão é unânime. O sedentarismo, o tabagismo e a alimentação não saudável seriam os principais causadores das doenças, levando à má qualidade de vida na terceira idade.

E é um período que se torna mais necessário praticar atividade física, alimentação rica em frutas e verduras e abandono de hábitos não saudáveis, como o tabagismo que é considerado o maior causador de doenças evitáveis de toda a história da humanidade.

Tenha uma boa qualidade de vida. Comprima ao máximo a morbidade. Tenha um estilo de vida saudável praticando atividade física e evitando produtos de propaganda enganosa.

 

BALANÇO ENERGÉTICO E SAÚDE

10/11/13

O excesso de peso tem sido uma das características da sociedade moderna, marcadamente nos países de maior desenvolvimento econômico e tecnológico.

Isto se deve à maior oferta de alimentos já prontos para o consumo, fruto da industrialização e da propaganda. Dá-se preferência às refeições rápidas baseadas em alimentos de alto valor calórico, excesso de teor lipídico e pouco valor nutricional.

Além do mais, nesses países o trabalho muscular vem sendo substituído por várias formas de energia e máquinas que conduzem à diminuição crescente do gasto energético.

Simplificando, poderíamos dizer que o ganho de peso resulta do aumento do consumo energético associado à diminuição de gasto, gerando assim um balanço energético positivo.

Portanto, uma vida sedentária com erro alimentar em quantidade e qualidade resulta em excesso de peso e obesidade.

A Organização Mundial de Saúde considera atualmente a obesidade uma doença e, associada ao sedentarismo, pode ser considerada responsável pela maioria das doenças crônicas não transmissíveis e até pelas doenças neoplásicas.

São várias as condições clínicas associadas ao sedentarismo e obesidade, entre elas:

- doença ateroesclerótica coronariana;

- hipertensão arterial sistêmica;

- acidente vascular cerebral;

- doença vascular periférica;

- diabetes mellitus;

- neoplasias do colo, mama;

- depressão e ansiedade.

    Portanto, a essência da prevenção e tratamento dessas doenças se fundamenta em uma dieta balanceada e saudável e na prática regular de exercícios físicos.

Diariamente têm surgido recomendações de dietas não balanceadas sem nenhuma comprovação científica e sem prática de exercícios para reduzir a obesidade. São apenas ilusões que podem levar até a doenças malignas e ao próprio óbito. Não ocorre redução de peso enquanto o balanço energético do organismo continuar positivo.

Para reduzir o peso são essenciais uma consciência do problema e algumas providências. Consumir mais frutas, verduras e cereais e menos alimentos de grande valor calórico como açúcar, carne, leite, ovos e doces. Estimular todas as práticas de atividade física, desde trabalhos domésticos, subir e descer escadas, diminuição do uso do automóvel. A corrida de rua é uma boa opção entre os esportes.

A saúde, que é definida como um estado de bem-estar físico, mental e social, se beneficia muito com a prática de atividade física e com a ausência de obesidade. Ambas aumentam a autoestima, diminuem a agressividade, melhoram o organismo, evitam as principais doenças e proporcionam melhor convívio social.

 

ATIVIDADE FÍSICA PREVINE CÂNCER DE MAMA

09/11/13

O câncer de mama é a neoplasia mais frequente do sexo feminino e vem tendo combate intenso, tanto pela Medicina quanto pela mídia, para tentar preveni-la.

Sabe-se que está associada à obesidade, alimentação rica em proteína e esterilidade.

Uma mãe que oferece aleitamento prolongado, não tem sobrepeso e desenvolve muitas atividades dificilmente evolui com câncer de mama.

Recente pesquisa científica de primeira linha, da Sociedade Americana de Prevenção do Câncer, com mais de 5 mil mulheres, seguidas por mais de 10 anos, concluiu que mulheres que fazem caminhada têm 14% menos de chance de ter câncer, e as que praticam atividade física mais intensa, como corrida, o índice é 24%.

Há muitos anos havia suspeita de que o sedentarismo fosse responsável pelo câncer em mulheres. Com essa pesquisa, essa hipótese tornou-se evidente.

Portanto, para evitar câncer de mana recomenda-se alimentação saudável, aleitamento prolongado, prática regular de atividade física e controle de peso.

Confirma-se mais um caso em que a atividade física pode ajudar na saúde e na qualidade de vida.

 

MÉTODO NATURAL PARA EVITAR DIABETES

31/10/13

Nesta última década, as evidências médicas concluíram que o tratamento da diabetes não deve ser fundamentado apenas no controle da glicemia através da alimentação. Além disso, deve haver a prática regular de exercícios físicos, sem os quais não poderá haver controle de açúcar do sangue.

Obesidade, sedentarismo, alimentos não adequados e dose exagerada desses devem ser substituídos pelo controle do peso, com atividade física regular e alimentos  ricos em fibras, pobres em gorduras animais e hidratos de carbono ( carboidratos: bolos, pães, massas...).

Em verdade, o mecanismo da doença, não se resume apenas no boqueio da entrada de glicose na célula por pouca insulina, mas por mecanismos mais complexos, que mantém elevados índices de glicemia que são prejudiciais ao organismo.

A glicose é a melhor substância para produzir energia , transformando rapidamente através do ciclo de Krebs em gás carbônico e água.

O metabolismo de outras substâncias como proteínas e gorduras, produz muitos acídos que trazem prejuízo a todo o organismo.

Toda a energia que ingerimos através dos alimentos deve ser gasta pelo organismo, senão se acumulará nas células gordurosas e induzirá aos diabetes.

Não há melhor maneira de gastar esta energia do que através dá prática regular de atividade física.

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Roberto Losada Pratti

Presidente do IPOMATES

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